SÃO PAULO (na faixa) – Fechou. A Virada Esportiva tem muitos méritos em sua iniciativa. Além de promover o esporte em uma cidade em que a população carece de aparelhos para a prática de exercícios, suas atividades proporcionaram um outro modo de apropriação do espaço urbano. Diminui-se o ritmo frenético da vida na metrópole e deu-se a oportunidade para a sensação de outros tipos de experiências. Mas o desafio para a busca de uma melhor qualidade de vida deveria concentrar forças em outras frentes também. Para a população da cidade, o número de locais para práticas esportivas é claramente insuficiente. Não basta qualidade de vida só no fim de semana. E nem vou fazer aqui uma conta básica com os dias da semana. A adoção do “Dia Internacional Sem Carro” teve muito a ver com a Virada Esportiva em São Paulo. Prova disso foi o aumento do número de pilotos em suas bicicletas pelas ruas. Da mesma forma, que a promoção de eventos esportivos deveria se estender ao longo do ano e não servir apenas de chamariz, político ou não, por um instante, o dia “sem carro” poderia ir além e questionar o sistema de transporte coletivo da cidade. Do jeito que aconteceu, nem parece que São Paulo foi feita, essencialmente, para carros. Você já tentou atravessar a cidade de ônibus e/ou metrô e/ou trem? Quanto tempo levou? Achou razoável? Até que deu tempo. Abriu o sinal.
Sinal Vermelho
Segunda-feira, 24 Setembro, 2007 por schreiner