SÃO PAULO (fazendo número) – Já ouvi um sábio dizer que clássico é clássico e vice-versa. Mas essa expressão nunca foi tão bem usada como no último encontro de São Paulo e Corinthians. O líder do Campeonato Brasileiro e um dos últimos colocados da tabela frente a frente no Morumbi. O estádio mais vazio do que a tarde de sol e o duelo poderiam proporcionar: 38.325 pessoas presentes, segundo placar eletrônico.
E a profecia se repetiu. Corinthians vence o favorito ao título com um gol no final do segundo tempo. Um tento chorado, com a zaga são-paulina tirando um cochilo e o zagueiro Betão balançando a rede de cabeça e saindo para as lágrimas com a torcida.
Festa. Coroação da atual fase do futebol nacional, em que os lances de deixar neguinho de boca aberta quase não existem e a falta de pontaria atinge a maior parte dos matadores de plantão. Só mesmo um fiel para suportar os noventa minutos de bola rolando em boa parte dos gramados brazucas. Saudades dos tempos em que passes de 5 metros não eram os dramas dos volantes, mas sim os meias e atacantes adversários.
Antes do apito final, é preciso ressaltar a tabelinha entre Kleber e Renatinho no gol santista contra o Botafogo no último final de semana. Toca e sai… Toca e sai… Toca e sai… Goooooooool.
Visão de jogo: A equipe de filmagem de Walter Salles Jr. estava com o jogo armado no estádio do Morumbi no clássico entre São Paulo e Corinthians. O cineasta aproveitou o encontro para rodar cenas de seu filme “Linha de Passe” que deve sair daqui a seis meses. A equipe fez marcação cerrada na cabine de rádio e registrou as atuações dos atletas da voz.