SÃO PAULO – Maraca lotado. Brasil e Equador, pelas Eliminatórias da Copa. A esperança já estava se acabando, quando Robinho recebe a bola pela ponta esquerda. A bicicletaria é reaberta. O marcador fica enfeitiçado. De um lado para o outro, chega a parecer dançar com o atacante canarinho. Cruzamento e belo gol de Elano. Não se pode deixar de lado também o lindo gol de Kaká no ângulo superior esquerdo do goleiro equatoriano, lembrando os bons tempos de Neto no Corinthians (sim, sou novo sim). Parecia que os ares do bom futebol estavam de volta à área. Sacanagem da boa enfeitiçando adversários. Mas verdade seja dita: o jogo foi uma lástima, apesar da goleada.
Era melhor esperar ou ter esperança de que aquilo que havia sido bom fosse melhor e mais duradouro. Que o Brasil tomasse jeito de moleque. Agora tinha o Peru, fora de casa, e o Uruguai em pleno Morumbi. O primeiro foi daquele jeito. Deu uma esfriada na torcida. Mas o segundo…ah…o segundo. Foi pior ainda. Sufoco uruguaio do começo ao fim. Resultado? 2 a 1 pro Brasil. É o futebol tem dessas. Destaques? Júlio César e Luis Fabiano. Precisa dizer por quê? Tá bom… o goleiro se deu bem no bombardeio adversário e fechou o gol e o artilheiro…bom, artilheiro é artilheiro. Dois chutes, dois gols. Palavras dele: “Eu tenho sorte aqui”.
De resto, difícil falar sobre alguém que jogou bem. O time todo destrambelhado. O próprio Juan disse algo desse tipo. Pena que a frase foge agora, mas, se não foi isso, foi quase. Está bem. Josué lembrou os bons tempos de “toca e sai…”, “toca e sai…”, “toca e sai…”. Entrou em uma fogueira ao substituir Ronaldinho e mostrou como o arroz e feijão abre espaço na mesa, digo, defesa adversária. Pena que o comandante Dunga ainda não sacou que o time precisa se movimentar. Tática? Uma só. Tirar o adversário pra dançar.
Frase da partida: “O time estava destrambelhado”. Ou quase isso.
Eu vou te dizer o que falta nesta seleção:
Um técnico e o Alex (carequinha)