SÃO PAULO (bem mais tarde) – Está bem. Onde está escrito amanhã, leia-se bem depois de amanhã. Sabe cumé, preguiiiiça. Deve ser a vida de gado. Mas acabou. Viro mais uma vez. De volta ao Largo Santa Efigênia. Mais samba no palco, mas já não entendo mais nada o que está acontecendo. Deve ser a revirada. Melhor esperar o outro dia. Metrô República, Sé, gente, gente, gente. São 3 horas. Deve ser isso. Acordo… atrasado. A feijoada já passou da hora e a Dona Ivone deve tá pra subir no palco. Corre. Metrô, gente, gente, Anhagabaú. Dessa vez deu tempo. Quinteto em Branco e Preto no palco. Começa o siriguidum. A dona toma conta do palco. Entre a elegância de seus passos e a tranqüilidade na cadeira. Tá tudo muito bom, mas a Fernanda deve tá pra começar, melhor, já começou. Atrasado de novo. Bora. Entre Nunes e Claras cantarolando e muitas meninas. O Jorge vai comandar a banda na São João. Tá bom, já está no comando. Vira e corre que dá. No mesmo lugar que o Zé. Não podia ser diferente. Alquimia no ar. O velho preto é bom, muito bom. Não dá pra parar. Não dá. Não parou. Viro pro céu, muitos fogos de artifício entre as estrelas. É virou. Virou muito bem. Podia virar mais no centro. Claro que com menos shows, mas revirando a vida da gente.
Virou muito
Domingo, 11 Maio, 2008 por schreiner