SÃO PAULO – O fato mais importante dessa última quarta-feira (05/06) não foi nem o aumento da taxa Selic pelo Copom em 0,5%, nem a sinalização de Hillary Clinton de que deixará a disputa pela vaga de presidenciável pelos democratas, nos EUA, e nem a vitória do Corinthians na final da Copa do Brasil. Isso mesmo, nem a vitória do alvinegro da ZL. O dia, digo, a noite foi do Fluminense no Maracanã.
Depois de sair atrás no marcador na segunda partida da semifinal da Libertadores, o tricolor carioca reagiu bem, muito bem, e sacramentou a eliminação do Boca Juniors por um time brasileiiro. Feito repetido depois de 45 anos. O último time tupiniquim a dizer tchau aos argentinos, na competição em que são mestres, foi o Santos de Pelé, em 1963.
Só uma imagem destoou da festa. Dodô marcou o terceiro tento do placar de 3 a 1 e…e….não comemorou? Não estufou o peito, como costuma fazer, e saiu para a torcida. Também não fez nenhuma dança nova. Muito menos foi comemorar com o banco. Meio tímido, deu um bitoca e abraçou alguns companheiros. Será mágoa por estar no banco de reservas? Essa só Renato Gaúcho deve saber. Aliás, será difícil aguentar o técnico depois do feito histórico. Prazer, Boca, Rena…, digo…, Fluminense.
Está bem. O segundo fato mais importante foi a vitória também por 3 a 1 do Timão, digo, Corinthians sobre o Sport. Mas a fatura está longe de fechar. A Ilha do Retiro é um lugar perigoso e os pernambucanos se sentem bem à vontade lá. Quase em uma tarde de sol na praia. O Palmeiras e o Inter que o digam. Principalmente, porque o time de Mano Menezes perdeu a chance de ir para o Nordeste com um placar mais folgado.
Não vou falar da fase de qualidade duvidosa pela qual passa o futebol brasileiro. Só que o sufoco que o Corinthians sofreu no segundo tempo, em pleno Morumbi e à frente no placar, não foi pouco. Era só rebatida pra todo lado, parecia que já estava nos segundo finais para levantar a taça. Sem contar os três contra-ataques claros e certos que o time desperdiçou. 6 a 1 talvez não fosse um placar razoável ao apito final, mas 4 a 1 não seria impossível.