SÃO PAULO (embaixo das cobertas) – Cláááássico no maior basquete do mundo. Já sei, tem leitor que vai dizer que não é o maior do mundo há algum tempo. Que não são os atuais campeões do mundo e nem foram os penúltimos, enfim. Eu conheço bem sua cara, safado. Tá bom. Clááááássico da NBA. Deu na mesma.
Boston Celtics e Los Angeles Lakers fazem o primeiro jogo da final, em Boston. Vou lhe falar que as imagens do ginásio do lado de fora deram uma certa saudade das terras do norte. Sem neve deve ser bem melhor. Dessa vez, o calor da torcida dava pra ser sentido desse lado da tela. Da vez que estive in loco não senti o mesmo. Tá certo que o jogo estava bem longe da importância e da história desse (pra tirar a curiosidade leia um dos posts abaixo).
Bom, vamos logo ao assunto. Estrelas em quadra. Kevin Garnett, Paul Pierce, Kobe Briant, Pau Gasol e otras cositas más. Luzes acesas, digo, já estavam. Isso mesmo, peguei o jogo só do final do primeiro tempo em diante. Sabe como é… Esse mundo pós-moderno. Excesso e falta de informação. Enfim. Pelo que pude testemunhar, via tubão, o show foi a altura da história. Lakers termina o primeiro tempo à frente. Pensei. Tem o Kobe, né. Volto do banho, ajeito o lugar e passa algum tempo. Boston a frente. É eles têm Garnet, com um double-double e Pierce infernal, mesmo com o joelho machucado. O capitão deu mais que o exemplo. Mostrou como se faz cesta de três.
A enterrada do Garnett, ou melhor, a cravada, com um minuto e vinte segundos para o fim do jogo simboliza um pouco a vitória do Boston por 98 a 88 pontos. Diziam que ele estava cansado. Pau Gasol deve estar atordoado pela pancada até agora. Ele subiu até o sétimo andar para balançar a tabela. Ainda tem muita quadra pela frente. O Boston abre um a zero e tem a vantagem de poder fazer quatro partidas da melhor de sete em seu território. Mas, mesmo que meu leitor discorde, é um cláááááássico do melhor basquete do mundo. Espere os próximos quartos.
Seu post me fez lembrar do joguinho de Mega Drive, Lakers x Celtics. Passava horas roubando a bola e fazendo enterradas. Aquele sim era o melhor basquete do mundo.