SÃO PAULO (o dedão tá doendo demais, maldita inflamação) – A data é especial. Faz 455 anos que Anchieta e Da Nobrega fizeram aquele colégio de taipas entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú. A vizinhança cresceu um pouco e 25 de janeiro é a data pra juntar o pessoal da rua. Dessa vez, o pessoal que arruma comida chamou o pessoal que fazia barulho na senzala pra animar a festa.
Teve batuque na cozinha do Mercadão o sábado todo.Um dia antes do aniversário da cidade, a turma comemorava os 76 anos das barracas. Muita gente boa. Samba da Laje, Samba da Vela, Quinteto em Branco e Preto… não consegui ficar pra ver o Jair, a Dona Inah e o Germano cantarem parabéns. Tinha mais gente fazendo festa ali perto. O lugar antigamente era um leito sinuoso, agora é uma praça com o mesmo nome do rio.
Anhangabaú repleto de notívagos. Seu Jorge alegrando o público em sua maioria de homens, afinal, já não era das horas mais apropriadas para ficar de bobeira na praça. Um tanto esquisito o Jorjão com aquele casaco de couro, típico dos europeus, em pleno clima de verão. Ele não aguentou e teve que tirar. Também ninguém resistiu ao seu suingue. Tava tarde e as pernas não aguentavam mais. Mas tinha que ficar. O Almir ia aparecer de novo na cidade e não podia perder. Dessa vez não ia ter catraca que me segurasse. Os joelhos ameaçavam, mas não esperavam pelo o que viria. Isso até merece um descanço aqui pra continuar em outro lugar mais acima.
PS: O texto estava perdido no meio de umas lembranças, alguns arquivos digitais e um pouco de preguiiiiiiiça. Mesmo assim, achei que valia a pena.