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Nova parceria de bambas anunciada

luiz-carlos-da-vila-w2001SÃO PAULO (que goiabada com requeijão é essa?!) – Tamo chegando no samba. Quente como sempre, muita gente. A gelada não deu conta de mais uma vez aliviar o suor embalado pelo cavaco, o pandeiro e o tamborim. Um dia diferente dos outros sábados. Os sambistas de plantão parecem mais preocupados com os acordes do que de costume. Os semblantes estão carregados de dor. Dessa vez, o choro das cordas homenageam mais um bamba que se foi no último dia vinte. Poeta da raça, conhecido nas vilas e um dos caciques de Ramos.

A Graça já não é mais a mesma. A camisa com a foto de Luiz deixa claro que a relação dos dois era de amor. O repertório é dedicado ao sambista de Isabel. Vi uma visita dele, já faz um tempo, em outra casa ali perto do Largo de Pinheiros. No seu canto, nem parecia que o campeão de outro carnaval estava ali. Só não passou em branco, porque subiu no palco e mostrou uns sambinhas pra moçada. A união da dor e da alegria estava traçada mais uma vez.

O calor parecia aumentar. A casa abria espaço para quem quisesse chegar e se misturar. Velhas, pretas, brancas, crianças, ricos, jovens, pobres, homens. Tudo ali pra quem quisesse sentir e deixar assentar no peito. Lugar em que ninguém sabe quem manda. Onde o sangue quente pulsa em ritmo cadenciado. O dele fez o beque para tocar em outros terreiros.

“Mais um bamba foi pro céu, fazer parceria com Noel.” A voz não agüentou e sumiu da boca trêmula de dona Graça. A lágrima começou a cair depois de ser segurada a tarde toda, mas o show tem que continuar. Segurou firme o lenço em uma mão e o microfone na outra. O olhar se perdia no teto encardido depois de tantas feijoadas, toicinhos e fumaça. Não foi só ela que molhou os olhos. Teve gente que até tentou segurar, mas não resistiu à nova parceria.

Noel e Luiz, com Graça, alegria e dor, Obrigado.

PS: Sempre confudo as letras e invento outras. A frase de “Adeus de um poeta”, feita em homenagem a Silas de Oliveira, que uso no texto na verdade é “Tens a tua moradia lá no céu, estais fazendo parceria com Noel”, e não “Mais um bamba foi pro céu, fazer parceria com Noel.” Enfim, melhor a do Reinaldo mesmo.

SÃO PAULO (vem chegando, chega mais) – Fase difícil. A distância não tá dando chance. Falta inspiração. Mesmo assim, sempre tem notícia nova por ai. Já fiquei sabendo que o 2ois Toques tá fazendo escola e com filhos bastardos por ai. De repente, essas coisas acontecem e você só fica sabendo no burburinho dos reais aposentos. Enfim, coisas da vida. Não vai dar pra retomar o passado nesse post, nem vou gastar outros 42 com as idéias que passaram e não conseguiram vingar na hora. Mas, seguem algumas besteiras que se passaram pela cabeça nesse tempo longe.

A editoria que cuida de esportes aqui na redação é a que mais vem sofrendo com a fase difícil. Desacreditada em tudo, nem as Olimpíadas deram ânimo a ela. A festa chinesa foi bonita, isso foi. Tá na cara que eles vão dominar o mundo capitalista ao seu melhor estilo. Auto-predação. A força assentada nas massas. Não vai sobrar espaço pra respirar no aperto. Ainda longe, caiu até uma lagriminha ao ver o Cielo no pódio. Coisa de panaca que sentiu verdade na emoção, ao contrário da de dona Maurren que agradeceu até o Galvão. Vi um pouco do passeio plástico norte-americano nas quadras de basquete, do desastre brasileiro nos gramados, do orgulho das meninas vice-campeãs (mais uma vez) e sem ajuda de ninguém, da bela e bem merecida conquista de Zé Roberto e suas meninas, da alegria e pernadas de Bolt e da supremacia Phelps. Essas coisas sempre mexem com os mais fracos. Mesmo aqueles que não acreditam em espiritos olimpicos ou histórias da carochinha do esporte capitalista.

O Brasileirão tá pegando fogo, como disputa é claro, não como futebol muleque que todos nós desejamos, mas isso vai ficar pra daqui a pouco. Afinal, ainda estamos retomando o ritmo de jogo e amanhã é dia de branco. Esse post ainda deve crescer como sessão remember.

PS 1: Náufrago é um ótimo filme para um domingo caseiro. Da até um aperto e aparecem umas dúvidas. Vai dizer que não ficou triste com a partida do Wilson?

PS 2: Adele também é uma boa pedida pra quem gosta de Amy e Bjork, não necessariamente aos domingos. Uma ligação muito mais de cordas vocais do que letras e sons. Feliz encontro.

Apagador, giz e Llosa

Divulgação

“Mande notícias do mundo de lá. Diz quem fica.”

SÃO PAULO (longe, muito longe daqui) – O amor é mau. Muito mau. Deve ter sido isso que se passou pela cabeça do escritor peruano Vargas Llosa ao criar o livro “Travessuras da Menina Má”. Uma história sofrida que teria tudo para acabar com um final feliz, água com açucar (sou viciado em açucar), estilo Hollywood, mas, com tons de realismo, termina mal. Muito mal.

Llosa diz que a história em si não existiu, mas os lugares eram dele. O Peru de pequeno, a Paris dos anos 60, Londres dos 70 e a Espanha dos 80. Essa mistura de realidade histórica e ficção amorosa, se isso não for pleonasmo, prende os mais romanticos. A “chilenita” Lily ilumina e escurece a vida de Ricardo Somocurcio a hora, dia, mês e ano que deseja. Um vício que ele não consegue largar e faz o leitor oscilar, ao seu lado, da alegria a tristeza ao trocar de páginas. Quase que um surto psicótico, repleto de fantasias quentes e soturnas, ao longo da vida do tradutor da ONU.

O autor remexe suas lembrança e das personagens de forma que ao final não se sabe o que fica, não se consegue ao fim diferenciar a realidade da fantasia. Ficam as palavras, vão-se os fatos. A dissimulada Lily é a essência disso. É a realidade-ficção em si. Uma personagem que não se sabe o que é; a única noção que se tem dela é o que se diz que faz. Mente e se traveste para atingir seus objetivos. flutuantes e mutantes ao seu gosto. A lógica romantico-quadratersiana não da conta da pobrezita. Ela é a feliz tristeza.O paradoxo em si. Ricardito só se dá conta disso um pouco antes do ponto final. Quando coloca em dúvida tudo o que acabara de contar.

A aprendiz de revolucionária em Havana, a esposa de um milionário britânico na swinging London, a amante de um mafioso japonês podem ser apenas frutos de sua criação, assim como o amor dos tolos. Ao fim, só restam as gostosas letras e sensações. Quem se importa com o que está no meio disso? Os empresário e ricaços, vítimas da “chilenita”? Deve ser. Alguém tem que trabalhar. Aproveite e mande notícias do mundo de lá.

Ninguém precisa de Batman

Divugação

SÃO PAULO (deu tempo, ufa) – Já sabia que a tarefa não era fácil. Ver o “Cavaleiro das Trevas” ia exigir um pouco de paciência. Com o caderninho do jornal na mão, armei o esquema Se Tiver Acabado, Corro pra Esse. E ele foi muito útil. Primeira parada. Saio do elevador e já dou de cara com a fila. Estava na cara que não ia ter lugar. Mas… não custa certificar. Não deu outra. Corre pro metrô que ainda dá tempo. Espero. Cinco estações depois. Lá estava ela de novo. A bendita fila. Mas dessa vez ainda tinha esperança. Ainda estavam vendendo. Mas e se acabar? Deve ter uns dois lugares, só falta um minuto pra começar. Minha vez. Corro pro guichê. Uma entrada pro Batman, por favor. Bilhete e o troco na mão corro pra sala.

Opa um lugar aqui atrás, bem no centro da fila. Deve estar reservado. Nada. Pergunto para o moço e ele fala que está livre. Maravilha. Tinham dois. Escolho o que me parecia mais longe de alguém que poderia atrapalhar o transe do Cavaleiro das Trevas. Tudo escuro finalmente. Gotham aparece novamente na tela. Aquela cidade que no “Batman Begins” ficou claramente encarnada em Nova York. A expectativa em torno do filme era grande. Todos diziam que era muito bom. Só tinha lido uma crítica descendo o sarrafo na produção. É… e ela tinha razão em muitas coisas. Nem lembro se ele escreveu isso, mas creio que sim. Faltou a História. Aquilo que prende todo mundo na cadeira. Bastava ler algumas resenhas/release para saber que o Batman queria abandonar essa vida de super-herói, que o Coringa veio pra abalar a cidade e que o Duas Caras iria ser a fusão do lado bom e ruim da trama.

Está bem estou um pouco amargo. Deve ser o batnéfilo sentado ao meu lado que me tirou do transe quando disse alto ao amigo na cena em que Bruce Wayne entra com três modelos em sua festa: “Ele é foda”. Acabou a magia. Como assim.”ele é foda”? Não tem clima depois dessa.

Mas, acho que mesmo sozinho na sala, o suspense e terror não me trariam calafrios. Aquela musiquinha de fundo para manter o clima de Batman de ser chega a ser entediante. Não há nada mais que boas cenas de ação, uma ótima atuação de Heath Ledger e a contínua série de peças pregadas pelo Coringa. Está certo que são boas as tiradas com bons diálogos.

Mas falta o cheque-mate. Aquilo que acontece no Begins quando a cidade fica tomada por loucos e tudo tende ao fim. Faltou algo. O elemento que deixa todos na espera do desenrolar do enredo. Aquilo que alguns chamam de tema, outros, de pergunta. Sei lá. Nada incomoda no enredo. Tudo está fechado. A única dúvida que existia era se Batman continuaria sendo Batman e essa até o sobrinho de seis anos da minha amiga saberia responder. Claro que sim! Até a morte da amada do herói já é algo esperado. É o motivo para ele continuar festindo sua fantasia ao anoitecer.

As ameaças do Coringa não abalam ninguém. Hihihihi. Sua loucura não toma conta da cidade. Ele é uma figura assustadora, sim. Principalmente quando fala de suas cicatrizes e conta a primeira versão para suas marcas. Aquela em que seu pai alcóolatra teria dito: “Why so serius” (Por que tão sério?) e teria cortado suas bochechas depois de bater em sua mãe. É a cena mais aterrorizante.

Mesmo assim, esse terror não toma conta de Gotham. A cidade não vira um inferno com suas ações. Ela sofreu mais em Begins do que no Cavaleiro das Trevas. Não se precisa do Batman para se livrar do medo que o Coringa não traz. Deve ser por isso que dizem que o vilão rouba a cena. Ninguém precisa do Batman.

Pesadelos com um touro

SÃO PAULO (escolher presente é dureza) – Não vou escrever “EU JÁ SABIA” porque não vai aparecer na Globo e isso é coisa de vidente. Não tenho essas qualidades ou defeitos, já que deve ser muito chato prever o futuro. Deve dar dinheiro, mas ser sem graça. Tá bom vai, eu quase sabia. Estava na cara dele. É só ver alguns posts pra trás. Roger Federer não conseguiu esconder mais uma vez o fantasma que Rafael Nadal representa em seus sonhos.

Depois do massacre de Roland Garros, agora o Touro Miura deixou marcas no tenista número um do mundo em sua casa, nas gramas de Wimbledon. Dessa vez o passeio não aconteceu como na França. Federer resistiu mais às patadas de Nadal. Foram duros 3 sets a 2 com 4 horas e 48 minutos de jogo. Fora as duas paradas por causa da chuva.

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas… ele resistiu. Da mesma forma que é difícil escrever isso também é impressionante o ar de pena que o público sente pelo número um do mundo nessas situações. Parece que Federer é humilhado em praça pública. A precisão suíça fica abalada a ponto do tenista errar um voleio “até eu faria” e dar a famosa madeirada na bola. A quantidade de erros não forçados indica como fica a cabeça de Federer à frente de Nadal nos últimos tempos. Foram 52 contra 27 do espanhol.

Muitos não vão com a cara de Nadal. Também já disse minha opinão. E não é que o espanhol que ficou marcado por sua petulância mostrou humildade no discurso depois de levantar o troféu na Inglaterra. Estava muito contente e não acreditava em ter batido, na tradicional grama de Wimbledon, o “melhor da história”. Pode ter sido de coração ou a assessoria está fazendo seu trabalho com afinco. Uma coisa é certa. Nadal fez história, mais uma vez, e está cada fez mais perto de tomar o posto do número um no ranking. Agora é esperar pelos duelos nas quadras rápidas. Será que o US Open trará novos pesadelos para Federer com um touro espanhol? É esperar pra ver. Por que eu vou.

Mania de PS: ainda não digeri o motivo de tanta pena do número um do mundo. Federer vence tudo há um bom tempo e nem por isso é odiado pela monotonia que imprime aos campeonatos. Deve ser coisa de artista. Já está dando saudades de suas mágicas nas quadras.

Aconchego aos Domingos

SÃO PAULO (atrás de um pocadinho de sol) – Tem dia que bate aquela dorzinha no peito. Quase que o coração dá uma paradinha pra voltar a pulsar devagarinho. Como se fosse uma brincadeira de ir dessa pra outra e voltar em questão de segundos. Confesso que às vezes até gosto dessa sensação. Acho que faz parte das “alquimias do amor”, que o amigo do Tom tanto falava. Mas é um sertanejo que acalma as batidas nessas horas. Deve ser coisa de quem sente na pele as distâncias da vida.

Seu Domingos comemora 60 anos de carreira em 2008. Já recebeu homenagens diversas. Prêmio daqui, festa de Garanhuns, São João do Recife. É dele duas das canções que aconchegam o coração. Com uma sanfona calminha e tristinha, o sangue volta a correr tranqüilamente nas veias e o sorriso volta no canto dos olhinhos. Os versos não são de um requinte parnasiano, mas vem do fundo do peito. Já vi outras pessoas cantá-los, mas é o cabeça chata mesmo que devolve o ritmo da gente. É só comparar dona Ivete em uma produção pra lá de boa com a tosca gravação com o titular nos vídeos abaixo.

De volta pro aconchego

Composição: Dominguinhos/Nando Cordel

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero
Um abraço para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade

Que bom poder estar contigo de novo
Roçando teu corpo e beijando você
Pra mim tu és a estrela mais linda
Teus olhos me prendem, fascinam
A paz que eu gosto de ter.

É duro ficar sem você vez em quando,
Parece que falta um pedaço de mim.
Me alegro na hora de regressar,
Parece que vou mergulhar na felicidade sem fim.

Gostoso Demais

Composição: Nando Cordel/Dominguinhos

Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu

É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dar prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz

Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não dá prá ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que eu posso fazer.

Mania de PS: Pra ver como o bicho é cabra da peste. A maior emoção da homenagem do Prêmio Tim foi cantar com a filha. Nada mais simples que isso. Nem o forte sertanejo resiste e cai uma lagriminha. Bônus track: Lamento Sertanejo, no prêmio, com Vanessa da Mata. Gosto da moça, mas o cabra é mais da peste. Pra comparar, arrume este álbum.

Arrume um lugarzinho, Selvagem

SÃO PAULO (no escurinho do cinema) – Vai dizer que nunca teve vontade de pegar a estrada e sair por ai?!? Claro que é história de cinema, que está na nossa cabeça por causa de Hollywood, que aquela estrada com o céu azul e a música subindo deixam a gente doidão.

Mas esta história é real. Claro que na tela ganha outros tons. Brancos demais, vermelhos desérticos, e aquele ar de tudo certo. Até o final, é claro. Boa parte dela acontece, sem que as angústias, saudades e fome manchem a sala de projeção. Até que elas deixam seus rastros nas nossas mentes. Sangue e moscas na carcaça de um alce, que serviria de almoço e jantar por uma ou duas semanas, não são tom fortes quanto o possível cheiro do animal morto, é claro. Ser surrado pelo capanga do trem de carga no meio da carona em um dos vagões não é tão ruim quanto a boca seca depois de comer uma planta venenosa.

“Agora eu caminho na natureza selvagem.” Esse poderia ser o resumo de “Into the Wild”. A trajetória de alguém em busca de sua própria verdade. O filme é baseado na vida de Chris McCandless, que aos 22 anos abandonou a família, uma poupança de cerca de 24 mil dólares e o diploma na parede para rodar os EUA e terminar no Alasca.

A idéia era a busca da verdade longe da sociedade e sua família. Para ele, só existiria felicidade em meio à natureza. Mas a imensidão gelada e os caminhos que o levaram ao ônibus mágico, onde se abriga enquanto divide seu tempo entre alces, ursos e livros, o fazem reformular sua tese.

“A felicidade só existe quando compartilhada.” McCandless não teve tempo de colocar suas conclusões em prática. Desesperado pela falta de comida, o jovem ingere uma planta venenosa que o leva à morte.

McCandless caminhou pela sua natureza selvagem e descobriu seu lugar. Não era no Alasca, sozinho e faminto. Era em algum rancho colhendo milho por ai, em algum rio sinuoso ou no meio de hippies vendendo livros. Morreu feliz por descobrir a natureza em si e com tristeza em lágrimas por não poder compartilhar com ninguém. Claro que no cinema fica mais legal, mais colorido, dá até vontade de pegar a mala. Mas pra que serve o escurinho se não for pra mexer com a nossa cabeça e corpo?

PS: O filme só estava passando no Cine Bombril, no Conjunto Nacional, na Paulista, às 14h20 e às 21h20, se não me engano. E outra, também já deve estar fazendo as malas. O DVD já está ai.

PS’: Está difícil de fechar o zíper e não consegui colocar tudo e todos dentro.

Calcanhotto zoombindo em outros

SÃO PAULO – Adriana Calcanhotto passou por essa cidade que só pára quando chove. Trouxe uma nova Maré e alguns hits na bagagem. Outro dia também esteve naquele tal de Zoombido, programa de Moska, o Paulinho. Mostrou sua delicadeza e graça conhecidas. Melhor, deixou vazar um pouco de humanidade na tela. Seja lá o que isso quer dizer. Deve ser influência de poetas. Dela, é claro. Dava pra sentir uma tranqüilidade ao vê-la cantar e falar. Rola até uma felicidade esquisita nesses momentos. Mais uma vez, obrigado pelo Zoombido. Esses versos ainda fazem algum sucesso por ai. Pode parecer mentiras, mas o clima é outro quando ela canta. Pelo menos por essas bandas.

Melhor ir dormir

SÃO PAULO – É…e deu Boston como campeão do melhor basquete do mundo. Esperava ficar mais perto das finais do que foi possível. Umas modelos não deixaram acontecer uma melhor cobertura do cláááááássico da NBA. Só resta mandar aquele alô pro amigo Paul Pierce, MVP das finais, e dizer ao Lakers que esperava mais. 131 a 92 (agradeço ao meu único leitor pela correção do placar. Como disse ele: deve ter sido o sono) , no último jogo, e 4 a 2, na série, deixaram marcas profundas na história de Los Angeles, Kobe Briant e cia. Melhor ir dormir.

El Toro, el tiempo, il incredible, ma vero

SÃO PAULO (momento atemporal, pero no mucho) – Os leitores estão afoitos por novidades. Mas como já deu pra perceber, aqui não é o lugar mais aconselhável para novidades, no sentido de aconteceu agora ou hoje mesmo. O tempo aqui é regido pela preguiiiiiiiça característica de um dos membros da redação e pelos afazeres profissionais do chefe.

Mesmo assim, depois de esperar a poeira baixar um pouco, podemos dar uma certa luz para o que anda acontecendo nas quadras de tênis européias. Quem esperava que o encontro entre Roger Federer e Rafael Nadal na final de Roland Garros acabaria de um jeito diferente, teve que se render aos argumentos do espanhol. Assim como o número um do mundo o fez. Nadal mostrou que no saibro o suíço ainda tem que amassar muito barro. O 6/0 no terceiro e último set ficou até chato. Deu até para sentir, desse lado da tela, um ar de dó na platéia francesa.

A semana seguiu e o espanhol mostrou que sua força está crescendo não apenas nos braços. Nadal venceu no último domingo o torneio de Queens, na Inglaterra, e deu a entender que esse ano quer invadir território alheio. Seu olhar tem indicado que Wimbledon já está na mira. O Grand Slam na grama que há alguns anos faz parte das conquistas suíças deve ver o espanhol marcar presença em lugares mais altos.

Pode parecer, mas a simpatia por Nadal não é algo do coraçào da redação de 2ois Toques. É apenas o reconhecimento de algo que está latente. Nadal está gastando a bola. Federer até que reagiu um pouco, após a humilhação em Paris. Venceu o torneio de Hale e manteve uma distância um tanto que folgada do segundo lugar no ranking. São 6.900 pontos do suíço, contra 5.755 do espanhol. Ainda assim, a precisão suíça se mostra um tanto incomodada quando enfrenta El Toro Miura na arena.

Precisão capaz de proporcionar momentos incríveis como este. Clique aqui e veja no vídeo. Melhor ainda com a narração em italiano. Incredible, ma vero.

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